segunda-feira, 13 de outubro de 2014

SOLENIDADE DE CRISTO REI DO UNIVERSO - ato de Consagração do Gênero Humano ao Sagrado Coração de Jesus




Sete anos após o fim da Primeira Guerra Mundial e quatorze anos antes da Segunda, o Papa Pio XI instituiu a Festa de Cristo Rei por meio da Encíclica Quas Primas. Disse ele:

Em virtude de Nossa autoridade apostólica, instituímos a festa de "Nosso Senhor Jesus Cristo Rei", mandando que seja celebrada cada ano, no mundo inteiro. Prescrevemos igualmente que, cada ano, se renove, nesse dia, a consagração do gênero humano ao Coração de Jesus, que já Nosso Predecessor de saudosa memória Pio X ordenara se fizesse anualmente.

O Manual de Indulgências apresenta este citado Ato de Consagração do gênero humano a Jesus Cristo Rei como oração indulgenciada. Em comunhão e em obediência a estes dois grandes papas, rezemos:

Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, lançai sobre nós, que humildemente estamos prostrados diante do vosso altar, os vossos olhares. Nós somos e queremos ser vossos; afim de podermos viver mais intimamente unidos a vós, cada um de nós se consagra, espontaneamente, neste dia, ao vosso sacratíssimo Coração. Muitos há que nunca vos conheceram; muitos, desprezando os vossos mandamentos, vos renegaram. Benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros e trazei-os todos ao vosso sagrado Coração. Senhor, sede rei não somente dos fiéis, que nunca de vós se afastaram, mas também dos filhos pródigos, que vos abandonaram; fazei que estes tornem, quanto antes à casa paterna, para não perecerem de miséria e de fome. Sede rei dos que vivem iludidos no erro, ou separados de vós pela discórdia; trazei-os ao porto da verdade e à unidade da fé, a fim de que, em breve, haja um só rebanho e um só pastor. Senhor, conservai incólume a vossa Igreja, e dai-lhe uma liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos; fazei que, de um pólo a outro do mundo, ressoe uma só voz: louvado seja o coração divino, que nos trouxe a salvação; honra e glória a ele, por todos os séculos. Amém.




Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar piedosamente este ato, e plenária quando se recitar publicamente na solenidade de Jesus Cristo Rei. Para lucrar a indulgência plenária, além da repulsa de todo o afeto a qualquer pecado até venial, requerem-se a execução da obra enriquecida da indulgência e o cumprimento das três condições seguintes: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice. A condição de rezar nas intenções do Sumo Pontífice se cumpre ao se recitar nessas intenções um Pai-nosso e uma Ave-Maria, mas podem os fiéis acrescentar outras orações conforme sua piedade e devoção.
(Manual das Indulgências, Norma 23, Parágrafo 1 e 5)

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Mudanças no rito do Abraço da paz - II parte



O que mudou no abraço da paz?

Na última postagem iniciamos nossa reflexão acerca das orientações que Roma enviou a todas as Dioceses acerca do momento ritual da paz dentro da celebração Eucarística. Não poucos irmãos e irmãs interessados na liturgia da Igreja ainda estão se questionando: o que mudou? Eis algumas considerações:

1ª mudança: a Santa Sé nos presenteou com uma excelente reflexão teológica sobre o significado do abraço da paz tal qual está disposta em nosso rito latino: no momento dos preparativos para a comunhão sacramental. Durante os estudos sobre o rito do abraço da paz, cogitou-se a possibilidade de transferi-lo para antes da apresentação das oferendas, conforme o texto de Mt 5,23s: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta”. Tal proposta não foi aceita pelos peritos em liturgia – e isto foi confirmado pelo Papa Francisco – porque a paz, em nosso rito latino, não é fruto de uma mera reconciliação entre irmãos; a paz é o primeiro Dom de Jesus Ressuscitado, que tão logo ao ressuscitar, pôs-se entre os discípulos e concedeu-lhes tão preciso dom: “A paz esteja convosco”. Em cada Eucaristia celebrada, antes de nos aproximarmos para comer e beber o Corpo e o Sangue do Senhor Ressuscitado, Ele renova, para a Sua Igreja, a concessão do dom da paz. É certo que a reconciliação entre os irmãos também deve existir como característica dos cristãos, mas esta reconciliação deverá ser consequência do encontro com Jesus Ressuscitado que nos garante a paz duradoura. 

2ª mudança: Se a primeira mudança foi muito teológica, teórica e densa, a segunda mudança entra no campo prático: será necessário que no momento de dar-se a paz se evitem alguns abusos tais como:
- A introdução de um “canto para a paz”, inexistente no Rito romano.
- Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz.
- Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis.
- Que em algumas circunstâncias, como a solenidade de Páscoa ou de Natal, ou Confirmação, o Matrimônio, as sagradas Ordens, as Profissões religiosas ou as Exéquias, o dar-se a paz seja ocasião para felicitar ou expressar condolências entre os presentes.
Porque estas mudanças práticas são necessárias? Primeiro, em sinal de respeito pela sacralidade do momento em que este rito acontece: A Eucaristia já está presente sobre o altar. Em nossas igrejas e comunidades, sobretudo em nossa tradição latino-americana, este momento da celebração torna-se como um “intervalo” dentro da missa. Um momento de descontração e confraternização entre irmãos. Há tanta festa na troca de afetuosos abraços, música e palmas, deslocamentos inclusive entre os ministros do Altar, que em não poucas situações a Eucaristia fica como que “esquecida” sobre o altar. A intenção da Igreja com estas novas orientações é impedir que este momento de “descontração” aconteça, a fim de que se evidencie mais o caráter sagrado que o momento ritual exige: a presença sacramental do Senhor Jesus. Em segundo lugar, estas mudanças querem nos esclarecer uma premissa importante: neste momento da missa, nós não nos cumprimentamos “socialmente”. Não nos parabenizamos por alguma data significativa que seja celebrada naquela ocasião, não nos consolamos pelo falecimento de algum irmão, não expressamos votos de um bom Natal, ano novo ou Páscoa. Neste momento da celebração, eu devo ser para meu irmão a imagem e a presença de Cristo Ressuscitado que se dirige a ele para entregar-lhe o Dom da Paz nascido de sua morte e ressurreição. O gesto pode ser idêntico: dar-se as mãos, talvez um abraço ou mesmo um beijo na face; mas o significado é bem distinto: não o cumprimento por mim mesmo, mas sou para ele – bem como ele é para mim – a presença do sagrado, a presença, o calor, o afeto, a PAZ de Jesus Ressuscitado. Por isso não dizemos neste momento: meus parabéns; felicidades; meus sentimentos. Nós dizemos: “a paz do Senhor esteja contigo!”.

3ª mudança: Prosseguindo a reflexão teológica iniciada pela carta circular, quero deter-me agora sobre o rito do abraço de acolhida que acontece na conclusão dos ritos sacramentais próprio do Sacramento da Ordem. Conforme afirma as rubricas do Pontifical Romano, logo após a ordenação de um novo bispo, “o ordenado se levanta e recebe a saudação de paz do Ordenante principal e de todos os bispos” (Pontifical p. 80). Esta prescrição litúrgica é cumprida, via de regra, à risca nas ordenações episcopais: somente os bispos saúdam o novo bispo. O problema está nas ordenações presbiterais e diaconais. Em cada uma das ordenações, o abraço dado ao ordenado não quer ser uma ocasião de expressar os parabéns por uma vitória alcançada, nem mesmo desejar bons augúrios no exercício ministerial. Este abraço significa acolhida no grau da ordem recebida e, igualmente, acolhida do dom da paz. Por isso as rubricas do Pontifical assim se expressam na Ordenação Presbiteral: “por fim, o Bispo acolhe o ordenado para o abraço da paz. Os presbíteros presentes ou ao menos alguns deles, fazem o mesmo” (p. 132); e na Ordenação Diaconal: “por fim, o Bispo acolhe o ordenado para o abraço da paz. Os diáconos presentes ou ao menos alguns deles, fazem o mesmo” (p. 174). Isto daria mais sobriedade às ordenações e expressaria melhor o sentido teológico deste momento ritual. 

Mas, e o abraço carinhoso que o ordenado espera por anos receber de seus pais, familiares próximos e padrinhos, e, costumeiramente, é acompanhado de uma explosão de emoção por parte dos envolvidos no abraço e por toda a comunidade reunida? Uma possibilidade será transferi-lo como momento conclusivo dos agradecimentos do Ordenado, antes da benção final. Penso que este seria um contexto de desejar parabéns e expressar o carinho familiar, enquanto o momento ritual será ocasião para que o neo-ordenado se sinta parte de uma nova família espiritual que o acolhe como um irmão mais novo.
  



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Oração para Sínodo Sobre Família - setembro, outubro de 2014



Secretaria do Sínodo publicou subsídio com as orações para que fiéis rezem pela próxima assembleia sinodal que será sobre a família

A Secretaria do Sínodo publicou um breve subsídio, em diversas línguas, com a Oração à Sagrada Família para o Sínodo, composta pelo Papa Francisco, e algumas intenções propostas para a oração dos fiéis. O último domingo do mês de setembro, dia 28, será dedicado à oração pela III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, marcada para o período 5 a 19 de outubro, no Vaticano, com o tema “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”.
Um comunicado difundido pela Secretaria do Sínodo convida as dioceses, igrejas particulares, comunidades paroquiais, institutos de vida consagrada, associações e movimentos a rezarem nas celebrações eucarísticas e em outros momentos celebrativos, nos dias anteriores e durante os trabalhos sinodais.
Em Roma, a oração será feita todos os dias na Capela da Salus Populi Romani, da Basílica de Santa Maria Maior. A proposta é motivar os fiéis a orarem em intenção por todas as famílias.

Orações pelo Sínodo dos Bispos sobre família

I – Oração à Sagrada Família pelo Sínodo

Jesus, Maria e José
em vós nós contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor,
a vós dirigimo-nos com confiança.
Sagrada Família de Nazaré,
faz também das nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas igrejas domésticas.
Sagrada Família de Nazaré,
nunca mais nas famílias se vivam experiências
de violência, fechamento e divisão:
quem quer que tenha sido ferido ou escandalizado
receba depressa consolação e cura.
Sagrada Família de Nazaré,
o próximo Sínodo dos Bispos
possa despertar de novo em todos a consciência
da índole sagrada e inviolável da família,
a sua beleza no desígnio de Deus.
Jesus, Maria e José
escutai, atendei a nossa súplica.

II – Oração dos fiéis para as missas dos dias 27 e 28 de setembro de 2014

PRES: Irmãos e irmãs! Como família dos filhos de Deus e animados pela fé, elevemos as nossas súplicas ao Pai, a fim de que as nossas famílias, sustentadas pela graça de Cristo, se tornem autênticas igrejas domésticas onde se vive e se dá o testemunho do amor de Deus.Oremos e, juntos, digamos:
TODOS: Senhor, abençoai e santificai as nossas famílias
Pelo Papa Francisco: que o Senhor, que o chamou a presidir à Igreja na caridade, o sustente no seu ministério ao serviço da unidade do Colégio episcopal e de todo o Povo de Deus, oremos:

Pelos Padres sinodais e pelos outros participantes na III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos: que o Espírito do Senhor ilumine as suas mentes, a fim de que a Igreja possa enfrentar os desafios sobre a família, em fidelidade ao desígnio de Deus, oremos:

Por aqueles que têm responsabilidades no governo das Nações: que o Espírito Santo inspire projetos que valorizem a família como célula fundamental da sociedade, segundo o desígnio divino e sustentem as famílias em situações difíceis, oremos:

Pelas famílias cristãs: que o Senhor, que pôs na comunhão esponsal o selo da sua presença, faça das nossas famílias cenáculos de oração, íntimas comunidades de vida e de amor, à imagem da Sagrada Família de Nazaré, oremos:

Pelos cônjuges em dificuldade: que o Senhor, rico em misericórdia, os acompanhe mediante a ação maternal da Igreja, com compreensão e paciência, no seu caminho de perdão e de reconciliação, oremos:

Pelas famílias que, por causa do Evangelho, devem deixar as suas terras: que o Senhor, que com Maria e José experimentou o exílio no Egito, os conforte com a sua graça e lhes abra caminhos de caridade fraternal e de solidariedade humana, oremos:

Pelos avós: que o Senhor, que foi recebido no Templo pelos Santos anciãos Simeão e Ana, os torne sábios colaboradores dos pais na transmissão da fé e na educação dos filhos, oremos:

Pelas crianças: que o Senhor da vida, que no seu ministério os acolheu, fazendo deles modelos para entrar no Reino dos Céus, suscite em todos o respeito pela vida nascente e inspire programas educativos em conformidade com a visão cristã da vida, oremos:

Pelos jovens: que o Senhor, que santificou as bodas de Caná, os leve a redescobrir a beleza da índole sagrada e inviolável da família no desígnio divino e sustente o caminho dos noivos que se preparam para o matrimônio, oremos:

PRES: Ó Deus, que não abandonais a obra das vossas mãos, escutai as nossas invocações: Enviai o Espírito do vosso Filho para iluminar a Igreja no início do caminho sinodal a fim de que, contemplando o esplendor do verdadeiro amor que resplandece na Sagrada Família de Nazaré, dela aprenda a liberdade e a obediência para enfrentar com audácia e misericórdia os desafios do mundo de hoje. Por Cristo nosso Senhor.

sábado, 6 de setembro de 2014

"mudanças" no rito do "abraço da paz" na Missa



O SIGNIFICADO RITUAL DO DOM DA PAZ NA MISSA
Comissão Diocesana de Liturgia – Diocese de Taubaté



No último dia 07 de junho, o Santo Padre, Papa Francisco, recebeu em audiência o prefeito da Congregação do Culto Divino e disciplina dos Sacramentos para juntos refletirem e deliberarem sobre o rito do abraço da paz durante a celebração Eucarística. Fruto de uma longa reflexão, iniciada no pontificado do Papa Bento XVI, o Santo Padre não “mudou” em nada o rito da paz tal qual ele consta no missal romano – apenas corrigiu excessos que se incutiram nas últimas décadas desde a reforma litúrgica, bem como nos apresenta uma belíssima reflexão sobre o significado do Dom da Paz que o Senhor Ressuscitado nos oferece em cada Eucaristia.
Na carta circular enviada às Conferências Episcopais no dia 08 de junho, em seu número 06, o prefeito da referida Congregação assim se exprime:
“O tema tratado é importante. Se os fiéis não compreendem e não demonstram viver, em seus gestos rituais, o significado correto do rito da paz, debilita-se o conceito cristão da paz e se vê afetada negativamente sua própria frutuosa participação na Eucaristia. Portanto, junto às precedentes reflexões (que serão trabalhadas em futuros artigos deste jornal), oferece-se algumas sugestões práticas:
a) Esclarece-se definitivamente que o rito da paz alcança já seu profundo significado com a oração e o oferecimento da paz no contexto da Eucaristia. O dar-se a paz corretamente entre os participantes na Missa enriquece seu significado e confere expressividade ao próprio rito. Portanto, é totalmente legítimo afirmar que não é necessário convidar “mecanicamente” para se dar a paz. Se se prevê que tal troca não se levará ao fim adequadamente por circunstâncias concretas, ou se retem pedagogicamente conveniente não realizá-lo em determinadas ocasiões, pode-se omitir, e inclusive, deve ser omitido.
b) De todos os modos, será necessário que no momento de dar-se a paz se evitem alguns abusos tais como:
- A introdução de um “canto para a paz”, inexistente no Rito romano.
- Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz.
- Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis.
- Que em algumas circunstâncias, como a solenidade de Páscoa ou de Natal, ou Confirmação, o Matrimônio, as sagradas Ordens, as Profissões religiosas ou as Exéquias, o dar-se a paz seja ocasião para felicitar ou expressar condolências entre os presentes.
d) Convida-se igualmente a todas as Conferências dos bispos a preparar catequeses litúrgicas sobre o significado do rito da paz na liturgia romana e sobre seu correto desenvolvimento na celebração da Santa Missa. A este propósito, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos acompanha a presente carta com algumas pistas orientativas”.

Continua a carta circular, no número 03: “Na Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum caritatis o papa Bento XVI havia confiado a esta Congregação a tarefa de considerar a problemática referente ao sinal da paz, com o fim de salvaguardar o valor sagrado da celebração eucarística e o sentido do mistério no mundo da Comunhão sacramental: “A Eucaristia é por sua natureza sacramento da paz. Esta dimensão do Mistério eucarístico se expressa na celebração litúrgica de maneira específica com o gesto da paz. Trata-se indubitavelmente de um sinal de grande valor (cf. Jo 14, 28). Em nosso tempo, tão cheio de conflitos, este gesto adquire, também a partir ponto de vista da sensibilidade comum, um relevo especial, já que a Igreja sente cada vez mais como tarefa própria pedir a Deus o dom da paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana. [...] Por isso se compreende a intensidade com que se vive frequentemente o rito da paz na celebração litúrgica. A este propósito, contudo, durante o Sínodo dos bispos se viu a conveniência de moderar este gesto, que pode adquirir expressões exageradas, provocando certa confusão na assembléia precisamente antes da Comunhão. Seria bom recordar que o alto valor do gesto não fica diminuído pela sobriedade necessária para manter um clima adequado à celebração, limitando por exemplo a troca da paz aos mais próximos”.
           
06 de setembro de 2014
Pe. Roger Matheus dos Santos

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Ficar em pé durante o canto de aclamação ao Evangelho



Ficar em pé durante o canto de aclamação ao Evangelho
"Todos se levantam, exceto o Bispo"

Texto do Cerimonial dos Bispos (nºs 137-140):
“Terminada a oração da coleta, o leitor vai ao ambão; e, estando todos sentados, recita a primeira leitura. No fim da leitura, canta-se ou diz-se Palavra do Senhor, e todos respondem com a aclamação.
Em seguida, o leitor desce. Todos, em silêncio, meditam brevemente no que ouviram. Depois o salmista ou cantor, ou o próprio leitor, canta ou recita o salmo numa das formas previstas.
Outro leitor profere no ambão a segunda leitura, como acima descrito, e todos escutam sentados.
Segue-se o aleluia ou outro canto, caso seja quaresma. Começando o aleluia, todos se levantam, exceto o Bispo. O turiferário aproxima-se e, enquanto um dos diáconos apresenta a naveta, o Bispo deita e benze o incenso sem nada dizer.
O diácono que houver de proclamar o Evangelho, inclina-se profundamente diante do Bispo e pede a benção em voz baixa, dizendo: dai-me a tua benção; o bispo abençoa-o dizendo: O Senhor esteja em teu coração... o diácono benze-se e responde: amém.
O Bispo depõe a mitra e levanta-se”.

Conclusões celebrativas
O que se conclui do texto citado? “Começando o canto do aleluia, todos se levantam, exceto o Bispo”. Quando se afirma que somente o Bispo permanece sentado, isso se faz por um motivo prático: ele irá depor a mitra somente após os ritos de imposição e benção do incenso e benção ao diácono que irá proclamar o Evangelho. Logo, a posição sentada é mais prática.
O texto também afirma: “todos se levantam”. Não se faz especificações, como, por exemplo, “A assembleia se levanta e os ministros ordenados somente se levantam com o Bispo”. Assim sendo, enquanto o Bispo permanece sentado para a realização dos ritos que dependem dele (imposição e benção do incenso; benção ao diácono e deposição da mitra), “todos se levantam” – inclusive os concelebrantes.
Qual a importância de permanecer em pé desde o início do canto do aleluia? A Introdução do Lecionário nos esclarece (nº 23): “Também o aleluia ou, durante o tempo da quaresma, outro canto de aclamação antes do Evangelho, tem, por si mesmos, o valor de rito ou de ato, mediante o qual a assembleia dos fiéis recebe e saúda o Senhor que vai falar e professa a sua fé cantando. O aleluia e as outras aclamações antes do Evangelho devem ser cantados, estando todos de pé”. 
Estando de pé, os participantes da celebração litúrgica (ministros e fiéis) expressam a alegria por acolherem o Senhor que vai falar. Expressam igualmente a disposição em viverem prontamente a Palavra da Vida e a posição dos “Homens Novos”, ressuscitados em Cristo Jesus que, vivo, falará ao seu povo.

E nas missas presididas por padres?
O presidente permanece sentado ou coloca-se em pé junto com a assembleia?
As introduções dos livros litúrgicos não se pronunciam quanto a este rito nas celebrações presididas pelos padres. Desse modo, pode-se, por analogia, reproduzir na missa com o padre, o rito executado pelo Bispo e descrito no Cerimonial dos Bispos: caso haja incenso a ser colocado no turíbulo, o mesmo poderia permanecer sentado. Todavia, creio eu que não seja o caso, pois entendo que o Bispo permanece sentado não tanto para a execução destes ritos, mas sim porque após os mesmos (que também poderiam ser executados em pé) ele deverá depor a mitra – o que fará mais comodamente estando sentado. Como o padre não usa mitra, não haveria motivo para permanecer sentado durante o aleluia. Contudo, mesmo que as rubricas litúrgicas afirmassem claramente que os presbíteros poderiam permanecer sentados para colocar incenso no turíbulo e abençoar o diácono que irá proclamar o Evangelho, creio que o sentido de permanecer em pé durante o canto do aleluia seja muito mais evocativo para uma espiritualidade em que transpareça a grandeza do Senhor e nosso serviço humilde e sincero para que Ele seja aclamado tanto pela assembleia quanto por nós, ministros ordenados.

sábado, 2 de agosto de 2014

Pode-se assinar documentos sobre o altar?



Pode-se assinar documentos sobre o altar?

 Depois de um longo tempo sem publicação de artigos, retomando os estudos sobre liturgia, gostaria de discorrer neste mês sobre o sentido profundamente teológico que há em assinar algum documento sobre o altar. Para tanto, valho-me de duas citações:
Rito da Profissão Perpétua dos Religiosos  (pontifical romano p. 356): “é aconselhável que o próprio professo coloque sobre o altar a carta de profissão religiosa; e, se puder fazê-lo com facilidade, assine a carta EM CIMA do altar. Feito isto, volta para o seu lugar”.  
Ritual do Matrimônio (rubrica após a benção final): “Terminada a celebração, as testemunhas e o ministro assinam a ata do casamento, na sacristia ou diante do povo, mas NUNCA sobre o altar”.
            Encontramos aqui a distinção entre dois documentos: a carta de profissão religiosa que o religioso (a) profere no momento em que se consagra a Deus e ata de casamento (por consequência, todas as demais atas – ata de ordenação, dedicação de uma igreja, entre outros – e, por analogia, decretos de qualquer espécie, como os decretos de criação de paróquia ou nomeação de novos párocos). Em que tais documentos se diferem a ponto da carta de consagração religiosa merecer ser assinada sobre o altar e todos os demais documentos eclesiais serem proibidos (como se deduz da peremptória afirmação que ata de casamento nunca pode ser assinada sobre o altar)?
            Enquanto as atas de casamento, ordenação, dedicação de uma igreja, etc. são meios de perpetuar na história humana algum fato memorável, guardando a memória de tal acontecimento por meio da redação de uma ata; enquanto um decreto ou provisão do Bispo é um ato formal da autoridade episcopal que determina determinada realidade para o bem da Igreja de Deus; a carta de profissão religiosa “é uma promessa livre e deliberada feita ao próprio Deus” (cânon 1191 §1), portanto, a carta de consagração religiosa não se constitui de um escrito assim redigido destinado aos homens (o decreto de criação de uma paróquia ou a ata de casamento ou ordenação, por exemplo, sempre serão para o louvor a Deus, mas são documentos destinados aos homens que guardam a memória de tal fato por meio da ata ou, de ora em diante, constituem-se como “paróquia” por força do decreto emanado) – ao contrário, a carta de consagração religiosa é destinada a Deus, enquanto livre promessa que o candidato à vida religiosa faz de si mesmo ao Senhor.
Segundo a tese de doutorado de Denílson Geraldo, canonista, “esta definição de voto (que a carta de profissão religiosa expressa) constitui um verdadeiro culto a Deus, com a qual a pessoa quer honrar a Deus como Senhor de toda criação”. Sendo verdadeiro culto ao Senhor, a referida carta não só pode como deve ser assinada sobre o altar. Todos os demais documentos da Igreja, por importantes que sejam, não deveriam ser postos sobre o altar e, menos ainda, assinados sobre o mesmo, para resguardar este espaço tão sagrado como exclusivamente lugar de culto ao Senhor. 
Quando se fizer necessário assinar algum documento no ínterim de celebrações litúrgicas, seria conveniente que o responsável cerimonial da celebração providenciasse que tais documentos fossem assinados, por exemplo, na credência da igreja. Caso haja muito incômodo para tanto, ou tal ato fosse assim diminuir a grandeza do momento, seja pela localização da credência, seja por seu pouco espaço, conviria ter uma pequena mesa, ou, que permaneça no presbitério durante toda a celebração, caso seja bela, de pequeno porte e não atrapalhe o desenrolar celebrativo nem mesmo obstrua a visão dos fiéis quanto aos ritos que acontecem sobre o altar; ou que fosse trazida por acólitos até o presbitério nos momentos em que fosse exigida para as assinaturas, logo em seguida fosse retirada pelos mesmos acólitos de forma bem discreta.

Pode-se usar o ambão da Palavra de Deus para avisos, agradecimentos, homenagens e leitura de decreto ou provisões?
Da mesma forma que o altar deve ser respeitado em sua dignidade, a mesa da Palavra de Deus ou Ambão também precisa ser reservada para o diálogo que se estabelece entre Deus e os homens (Deus que fala por meio das leituras e a comunidade reunida que lhe responde pelo Salmo Responsorial e pela oração da comunidade). Afirma a introdução do missal romano (nº 272): “Do ambão são proferidas as leituras, o salmo responsorial e o precônio pascal; também, se for conveniente, a homilia, a oração dos fiéis. É menos conveniente que usem o ambão o comentarista, o cantor ou o dirigente do coral”. Assim, dever-se-ia proferir agradecimentos, avisos, homenagens e outros não da Mesa da Palavra de Deus, mas de uma outra estante.



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

celebrações conclusivas do "Ano da Fé"





Revmos irmãos Presbíteros
Revdos. Diáconos
Caros irmãos e irmãs responsáveis pelas celebrações Litúrgicas em nossas comunidades,
Paz e Fé!

            Para a conclusão do “Ano da Fé” a Comissão Diocesana de Liturgia apresenta duas propostas celebrativas. A primeira, configurada nos moldes de uma vigília sem a celebração da Eucaristia, poderá ser celebrada como “Celebração da Palavra” na véspera da conclusão do Ano da Fé; como “Hora Santa” diante do Santíssimo Sacramento durante a vigília de quinta-feira ou ainda em outro momento em que o responsável pela comunidade julgar oportuno. A segunda proposta celebrativa se refere à Celebração Eucarística da solenidade de “Jesus Cristo, Rei do Universo”, ocasião na qual se encerrará o “Ano da Fé”, no dia 24 de novembro de 2013.
Parafraseando nosso querido Papa Francisco, na homilia de encerramento da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro:

“Durante o ‘Ano da Fé’, vocês puderam fazer a bela experiência de encontrar Jesus, sentindo a alegria da fé. Mas a experiência deste encontro não pode ficar trancafiada na vida de vocês ou no pequeno grupo da paróquia, do movimento, da comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio de uma chama que arde. A fé é uma chama que se faz tanto mais viva quanto mais é partilhada, transmitida, para que todos possam conhecer, amar e professar que Jesus Cristo é o Senhor da vida e da história (cf. Rm 10,9). Mas, atenção! Jesus não disse: se vocês quiserem, se tiverem tempo, vão; mas disse: ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’. Partilhar a experiência da fé, testemunhar a fé, anunciar o Evangelho é o mandato que o Senhor confia a toda a Igreja, também a você. É uma ordem, sim; mas não nasce da vontade de domínio, da vontade de poder. Nasce da força do amor, do fato que Jesus foi quem veio primeiro para junto de nós e não nos deu somente um pouco de Si, mas se deu por inteiro, Ele deu a sua vida para nos salvar e mostrar o amor e a misericórdia de Deus. Jesus não nos trata como escravos, mas como pessoas livres, como amigos, como irmãos; e não somente nos envia, mas nos acompanha, está sempre junto de nós nesta missão de amor”.

          
            Almejamos, em nome da Comissão Diocesana de Liturgia, os mais proveitosos frutos espirituais decorrentes da vivência deste Ano singular a todos os irmãos e irmãs no Batismo e no Presbiterado.
            Fraterno abraço,


Pe. Roger Matheus dos Santos
Pela comissão Diocesana de Liturgia


Celebração da Profissão de Fé

Canto Inicial
Deus é Pai, Deus é amor, Deus é esperança pra quem nele crê
Confiou a construção do Reino de Paz ao homem que ama

Eu creio em Deus que o meu caminho iluminou
Que a minha vida transformou, feliz eu sou.
Eu creio em Deus, se posso crer, se posso amar
A minha vida tem valor, feliz eu sou
.

Jesus Cristo caminha conosco, amigo e irmão que nos revela ao Pai
Jesus Cristo, nasceu e viveu a vida dos homens e ressurgiu

Deus é amor, é consolador, conforta e ampara o pecador
Deus é amor, Espírito Santo destrói o que é mal, dá vida ao que é bom

ACOLHIDA
PR: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
AS: Amém.
PR: Eu vos saúdo, irmãos, e vos desejo toda graça, paz, alegria e fé, da parte do Pai, do Filho e do Espírito Santo!
AS: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

PR: Oremos. Ó Deus que vos revelastes no fogo descido do céu em Pentecostes, destruí em nós as marcas do orgulho, acendendo em nós a chama da vossa caridade, para que o novo Israel, reunido de todos os povos da Terra, acolha com alegria a lei eterna do vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.                      
AS: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

Caminhar



1ª Leitura

Leitura do livro do profeta Isaías                       2,2-5
No final dos tempos, o monte do Templo do Senhor estará firmemente plantado no mais alto dos montes, e será mais alto que as colinas. Para lá correrão todas as nações. Para lá irão muitos povos, dizendo: "Venham! Vamos subir à montanha do Senhor, vamos ao Templo do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos, e possamos caminhar em suas veredas". Pois de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor.
Então ele julgará as nações e será o árbitro de povos numerosos. De suas espadas eles fabricarão enxadas, e de suas lanças farão foices. Nenhuma nação pegará em armas contra outra, e ninguém mais vai se treinar para a guerra. Venha, casa de Jacó: vamos caminhar à luz do Senhor.
Palavra do Senhor.
AS: Graças a Deus.

Salmo Responsorial 122

R: Que alegria, quando me disseram: Vamos à casa do Senhor!

Que alegria, quando ouvi que me disseram:
“Vamos à casa do Senhor!”
E agora nossos pés já se detêm,
Jerusalém, em tuas portas.

Jerusalém, cidade bem edificada
num conjunto harmonioso;
para lá sobem as tribos de Israel,
as tribos do Senhor.

Para louvar, segundo a lei de Israel,
o nome do Senhor.
A sede da justiça lá está
e o trono de Davi.

Oração

PR: Oremos. Ó Deus, Pai misericordioso, que para reunir todos os povos em teu Reino enviastes vosso Filho unigênito, mestre da verdade e fonte de toda reconciliação, desperta em nós um espírito vigilante, para caminharmos em vossa via de liberdade e de amor, afim de contemplar-vos na glória eterna. Poir Cristo, nosso Senhor. 




Edificar



2ª Leitura

Leitura da 1ª Carta de São Pedro   2,5-9
Irmãos, vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra angular, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores rejeitaram, tornou-se para nós a pedra angular, uma pedra de tropeço e rocha de escândalo. Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa;
Palavra do Senhor.
AS: Graças a Deus.

Salmo Responsorial 117

R: Dai graças ao Senhor porque Ele é bom,
eterna é a sua misericórdia.

1. A casa de Israel agora o diga:
"Eterna é a sua misericórdia!"
A casa de Aarão agora o diga:
"Eterna é a sua misericórdia!"
Os que temem o Senhor agora o digam:
"Eterna é a sua misericórdia!"

2. "A pedra que os pedreiros rejeitaram
Tornou-se agora pedra angular.
Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:
Que maravilhas ele fez a nossos olhos!
Este é o dia que o Senhor fez para nós,
Alegremo-nos e nele exultemos!

3. Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação,
Ó Senhor, dai-nos também prosperidade!"
Bendito seja, em nome do Senhor,
Aquele que em seus átrios vai entrando!
Desta casa do Senhor vos bendizemos.
Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!

Oração

PR: Oremos. Ó Pai, que vos revelastes em Cristo nosso Mestre e Redentor, permita que a vossa Igreja, aderindo a Cristo, Pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa a Vós, seja edificada num sacerdócio real, povo santo e templo de vossa glória. Por Cristo, nosso Senhor.
AS: amém.



Confessar




3ª Leitura

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses   2,6-11
Jesus Cristo, existindo em condição divina, mas não se apegou a sua igualdade com Deus. Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens. Assim, apresentando-se como simples homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso, Deus o exaltou sobremaneira, e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome; para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e sob a terra;e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.
Palavra do Senhor.
AS: Graças a Deus.

Salmo Responsorial 68

R: Se Deus é por nós, quem será contra nós?

Por Vós tenho suportado afrontas,
cobrindo-se meu rosto de confusão.
Tornei-me um estranho para os meus irmãos,
um desconhecido para a minha família.
Devorou-me o zelo da vossa casa
e recaíram sobre mim os insultos contra Vós.

Ouvi-me, Senhor, pela bondade da vossa graça,
voltai-Vos para mim pela vossa grande misericórdia.
Não Vos escondais do vosso servo,
respondei-me depressa, porque estou atribulado.
Aproximai-Vos de mim e salvai-me.

Louvarei com cânticos o nome do Senhor
e em ação de graças O glorificarei.
Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,
buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.
O Senhor ouve os pobres
e não despreza os cativos.

Oração

PR: Oremos. Escutai, Senhor, a vossa Igreja, unida em concorde oração; e desça sobre nós o vosso Espírito, para que todos os fiéis, iluminados e renascidos pelo Batismo, sejam no mundo testemunhas e profetas do vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.
As: Amém.



Homilia
Após a homilia, preveja-se tempo razoável de silêncio para oração pessoal.
 Pode-se encerrar o momento da partilha da Palavra de Deus com o seguinte canto:



O amor de Deus se mostra em pleno sol,
flore o jardim, dá vida ao beija-flor;
Brinca no mar e as nuvens põe no céu,
pra me dizer: Grande é Teu valor! (bis)

O amor de Deus vem antes e depois,
e vai além dos sonhos que aprendi;
Não se desfaz nem mesmo ao dizer Não,
é a luz que diz: Filho, é por aqui! (bis)
O amor de Deus renova os corações,
fala de paz, reparte sempre o pão;
Fere o temor, enfrenta os desafios,
me faz dizer: Tudo bem, irmão! (bis)

O amor de Deus compõe e recompõe,
estende a mão, jamais exclui alguém;
frente ao rancor, se firma no perdão,
fazendo ver: Eu Te quero bem! (bis)




Profissão de Fé



PR: irmãos e irmãs caríssimos, após meditarmos a Palavra do Senhor, professemos de forma unânime a nossa fé, buscando a graça da coerência em nossa vida com a fé que professamos.

PR: Credes em Deus Pai, todo poderoso, criador do céu e da terra?
As (cantando): Creio Senhor,
mas aumentai minha fé.   2x

PR: Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e subiu ao céu?
As (cantando): Creio Senhor,
 mas aumentai minha fé.   2x

PR: Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição dos mortos e na vida eterna?
As (cantando): Creio Senhor,
mas aumentai minha fé.   2x

PR: Esta é a nossa fé, que da Igreja recebemos e sinceramente professamos, razão de nossa alegria em Cristo nosso Senhor.
As: Amém.

Enquanto o presidente da celebração asperge a comunidade, pode-se entoar a seguinte canto ou outro apropriado
Eu te peço desta água que tu tens,
és água viva meu Senhor
Tenho sede, tenho fome de amor
e acredito nesta fonte de onde vens
Vem de Deus, está em Deus, também é Deus,
e Deus contigo faz um só.
Eu porem que vim da terra e volto ao pó,
quero viver eternamente ao lado Teu.

És água viva, és água nova
e todo dia me batizas outra vez.
Me fazes renascer, me fazes reviver
eu quero água desta fonte de onde vens.    2x



Súplicas



PR: Irmãos e irmãs caríssimos, reconciliados com Deus e renovados na fé que nos sustenta e anima, elevemos nossas suplicas ao Senhor Jesus.
Preces rezadas espontaneamente

1 – Senhor Jesus, rocha imutável, protegei o papa Francisco, sustentai o colégio episcopal e reavivai a fé de toda a vossa Igreja.
As: Senhor, atendei a nossa prece.

2 – Senhor Jesus, vós que sempre escutais a prece de quem vos procura de coração sincero. Concedei o dom da santa esperança a todos que se encontram abatidos.

3 – Senhor Jesus, escudo de salvação, defendei a santidade da juventude frente às tentações do mundo.

4 – Senhor Jesus, Bom Pastor, guiai os governantes de nossas cidades e de nosso país para que promovam a justiça e o bem comum.

5 – intenções locais...

PR: O Senhor nos comunicou o seu Espírito. Com a confiança e a liberdade de filhos, rezemos juntos: Pai-nosso...

Benção Final
PR: O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

PR: Deus, fonte de toda luz, de tal modo amastes o mundo, que entregastes o vosso Filho único para a nossa salvação, a fim de sermos redimidos por sua cruz, vivificados por sua morte, salvos por sua paixão, e por sua ressurreição glorificados. Nós vos suplicamos, pelo mesmo Jesus Cristo, que vos digneis velar sobre esta vossa família em todas as coisas; tenhamos no espírito o vosso temor, no coração, a fé, nas obras, a justiça, nas ações, o amor, na língua, a verdade, nos costumes, a disciplina, para que possamos alcançar de modo digno e justo o prêmio da imortalidade. Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.

PR: Abençoe-vos Deus todo-poderoso,
Pai e Filho + e Espírito Santo.  
Amém.

Canto Final
Olho em tudo e sempre encontro a Ti.
Estás no céu, na terra, onde for.
Em tudo que me acontece encontro Teu amor.
Já não se pode mais deixar de crer no Teu amor.

É impossível não crer em Ti.
É impossível não Te encontrar.
É impossível não fazer de Ti meu ideal.
(bis)



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Solenidade de Cristo Rei do Universo
Encerramento do ano da Fé
Abertura da Campanha nacional para a Evangelização
dia do Leigo

24 de novembro de 2013


Propostas:
O Círio Pascal, símbolo de Cristo Ressuscitado, poderá ser aceso perto do altar, da Mesa da Palavra ou de uma Imagem de Cristo Rei. Pode-se providenciar velas pequenas para toda a assembleia, distribuindo-as no início da celebração com algum cartão que faça menção ao encerramento do Ano da Fé e que contenha o Símbolo Niceno-Constantinopolitano.
Todas as partes da celebração apresentada a seguir são sugestões que poderão ser alteradas e enriquecidas segundo as disposições dos ministros ordenados e equipes de liturgia de nossas paróquias e comunidades.



Monição Inicial
COMENTARISTA: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!
Nesta celebração Eucarística, nossa comunidade deseja unir-se ao Papa Francisco para o encerramento do Ano da Fé. Dessa forma, convidamos a todos para participarmos com entusiasmo desse momento eclesial tão importante. Esperamos que os frutos do Ano da Fé repercutam em nossas vidas e na missão de anunciar o amor de Deus a todas as criaturas. Para tanto, ocasião melhor não poderíamos ter do que a abertura da Campanha Nacional para a Evangelização Esta campanha convida a todos nós, católicos, a assumirmos a responsabilidade pela sustentação das obras evangelizadoras da Igreja. Recordamos ainda o dia dos leigos, que são a presença do Mundo no coração da Igreja, e a presença da Igreja no coração do Mundo. Com o coração repleto de gratidão por todas estas motivações, iniciemos a celebração Eucarística da Solenidade do Senhor Jesus, Rei do Universo.


Canto Inicial
Tu és o rei dos reis.
O Deus dos céus deu-te reino, força e glória,
E entregou em tuas mãos a nossa história.
Tu és rei e o amor é a tua lei.

1. Sou o primeiro e o derradeiro, fui ungido pelo amor.
Vós sois meu povo eu, o vosso rei, e Senhor redentor.

2. Vos levarei às grandes fontes dor e fome não tereis.
Vós sois meu povo eu, vosso rei. Junto a mim vivereis.

Saudação Inicial
PRES: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
T: Amém.

PRES: A vós, irmãos e irmãs,
que a paz e a fé da parte de Deus, o Pai,
e do Senhor Jesus Cristo estejam convosco.
T: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.


Solene Renovação da Profissão de Fé
após a homilia, o presidente da celebração poderá fazer uma motivação espontânea sobre o Espírito Santo que será invocado sobre a Igreja para que Ele nos sustente em nossa fé. Enquanto se entoa o hino “Veni Creator” ou outro semelhante, um diácono, algum ministro ou o próprio presidente da celebração passa pela assembleia com o Círio Pascal acendendo as velas dos fiéis. Depois, quem preside a celebração, introduz a Profissão de Fé com as palavras seguintes, ou outras semelhantes:

PRES:  Irmãos e irmãs, o Ano da Fé que se encerra hoje
nos remete ao Creio, que é a profissão pública da fé da nossa Igreja.
“Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus, que é Amor:
o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação;
O Filho, Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua vida, morte e ressurreição;
o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos, enquanto ela aguarda o regresso glorioso do Senhor” (cf Porta Fidei, 1).
Com os apóstolos e todos os irmãos na mesma fé,
também com aqueles que já nos precederam nesta fé, nós proclamamos:

TODOS (cantando): Creio, Senhor, mas aumentai minha fé!

PRES: Desde as sua origens, a Igreja entregava o Creio aos adultos, que se preparavam para o Batismo;
depois de aprendê-lo de cor, em outra celebração, eles o professavam publicamente.
A esses catecúmenos, Santo Agostinho exortava, dizendo:
“O Símbolo do santo mistério, reúne as palavras sobre as quais está edificada com solidez a fé da Igreja,
nossa Mãe, apoiada no alicerce seguro, que é Cristo Senhor.
Deveis trazê-lo sempre na mente e no coração; deveis repeti-lo nos vossos leitos,
pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições;
e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue acordado, por ele”.
Com os apóstolos, os mártires, os santos e todos os cristãos e cristãs, nós também proclamamos:

TODOS (cantando): Creio, Senhor, mas aumentai minha fé!

PRES: Neste Ano da Fé, o Papa Bento XVI e, depois, o Papa Francisco,
nos convidaram a refletir sobre nossa fé e a compreender melhor seu conteúdo.
Vamos usar o texto do Creio Niceno-constantinopolitano.
Ele é a Declaração de nossa fé católica em uma forma mais detalhada.
Ao longo deste Ano da Fé, nós o repetimos a cada dia,
e, com a força do Espírito Santo, o testemunhamos com nossos irmãos e irmãs com nossa própria vida.
Em comunhão com toda a Igreja, professemos agora a nossa fé católica:

TODOS: Creio em um só Deus,
Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra; de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos:
Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por Ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus:
(Todos se inclinam)
e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da virgem Maria, e se fez homem.
(Retorna-se à posição anterior)
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai.
E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele que falou pelos profetas.
Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

PRES: Esta é a fé, que da Igreja recebemos e alegremente professamos,
motivo de nossa esperança e alegria em Cristo Jesus, nosso Senhor!
TODOS. Amém!

Oração dos Fiéis
PRES: Irmãos e irmãs, depois de termos renovado solenemente a nossa profissão de fé,
peçamos a Deus Pai que faça frutificar o esforço que fizemos ao longo deste ano
para aprofundar e professar com mais convicção a fé recebida no batismo
e fortalecida pelos demais sacramentos da Igreja. Rezemos juntos:
TODOS: Venha, a nós, o vosso Reino de amor e fé!

1. Pai santo, a Igreja no mundo inteiro adora o vosso Filho e nosso Senhor
e anseia que ele reine sobre toda a Criação.
2. Todos os membros desta Comunidade que hoje professou solenemente a fé vos bendizem,
agradecendo-vos pelo crescimento espiritual ao longo deste ano.

3. Os Decanatos de nossa Diocese, com suas Paróquias e Comunidades,
Movimentos e Associações de fé, vos louvam pela alegria vivida neste Ano da Fé
e pelo entusiasmo que ele gerou.

4. Com toda a Igreja no Brasil, vos pedimos que a Campanha para a Evangelização
ilumine o tempo Litúrgico do Advento e fortaleça a nossa vida em missão.

5. Todos nós leigos, com entusiasmo, queremos assumir a missão de sermos Igreja
nos ambientes onde o testemunho de fé depende diretamente da presença laical.
(outras intenções da comunidade)

PRES: Tudo isso vos pedimos, por Cristo Nossa Senhor.
TODOS: Amém.

Canto de Apresentação das Oferendas
 (CD Liturgia XII Faixa 15)

1. Bendito sejais, Senhor, pelos dons que apresentamos,
bendito pelo pão, bendito pelo vinho,
bendito sejais, também, pela graça no caminho!

2. Bendito sejais, Senhor, pelos dons que apresentamos,
bendito pela fé, bendito pela Igreja,
bendito sejais, também, pela força na peleja!

3. Bendito sejais, Senhor, pelos dons que apresentamos,
bendito pelo amor, bendito pela vida,
bendito sejais, também, pelas nossas mãos unidas!

Canto conclusivo do momento da comunhão
 (CD Liturgia VII Faixa 22)

O Filho do homem virá, virá,
na sua glória virá, virá,
para julgar virá, virá,
todos os povos e reinará!

1. Falou Deus, o Senhor, chamou a terra,
do nascente ao poente a convocou.
Deus refulge em Sião, beleza plena,
não se cala ante nós, que ele chamou.

2. “Reuni, na minha frente os meus eleitos,
que a aliança selaram, ante o altar”.
Testemunho será o próprio céu,
porque Deus, ele mesmo, vai julgar.

3. Eu não vim criticar teus sacrifícios,
estão diante de mim teus holocaustos.
Não preciso do gado de teus campos,
nem dos muito carneiros de teus pastos.

4. Faze a Deus sacrifício de louvor,
cumpre os votos que a ele tu fizeste.
Vem, me invoca na hora das angústias,
eu virei te livrar do que sofreste.

Canto conclusivo do momento da comunhão
Mensagem Brasil

Meu Senhor e meu Deus, meu Senhor e meu Deus
Meu Senhor e meu Deus, eu creio,
Mas aumenta minha fé.
  2x

Dá-me uma fé viva, dá-me uma fé nova
Traduzida na vida, testemunhada
No amor pelos irmãos.   2x

Canto Final
L e M: Frei Luiz Turra

Jesus Cristo, ontem, hoje e sempre
Ontem, hoje e sempre aleluia
   2x

Ele é a imagem do Deus invisível
O primogênito da criação
Tudo o que existe foi nele criado
Nele encontramos a Redenção.

Ele é a cabeça da Igreja seu corpo
O primogênito entre os mortais
Que nele habite a vida mais plena
Foi do agrado de nosso Pai.

Reconciliou todas as criaturas
Dando-nos paz pelo sangue da cruz
Deus nos tirou do império das trevas
E nos chamou a viver na luz.