sexta-feira, 17 de maio de 2013

Ato Penitencial na Celebração Eucarística



O Ato Penitencial da Celebração Eucarística

O tema que abordaremos neste mês diz respeito ao Ato penitencial da Missa a partir de seu aspecto litúrgico. Para tanto, transcrevemos o texto da Instrução geral sobre o missal romano que discorre sobre “estrutura, elementos e partes da missa”, especificamente sobre o “Ato Penitencial”. Interessantíssimo perceber que a estrutura deste texto assim se apresenta:

III. As partes da Missa
A)    Ritos iniciais
nº 29 – Ato penitencial
nº 30 – Senhor, tende piedade

Ou seja, a estrutura deste rito é dupla: o ato penitencial em si num primeiro momento e o “Senhor tende piedade” num segundo momento, a menos que o “Senhor tende piedade” já tenha sido rezado no próprio ato penitencial, como afirmará o texto da Instrução nº 30. Feita esta introdução, passemos agora para o próprio texto normativo da Introdução do Missal:

Ato penitencial
29.                                      Após a saudação do povo, o sacerdote ou outro ministro idôneo poderá, com breves palavras, introduzir os fiéis na Missa do dia. Em seguida o sacerdote convida ao ato penitencial, realizado então por toda a comunidade por uma confissão geral, sendo concluído com a absolvição dada pelo sacerdote.

Senhor tende piedade
30.                                 Depois do ato penitencial inicia-se o “Senhor tende piedade”, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial. Tratando-se de um canto em que os fiéis aclamam o Senhor e imploram a sua misericórdia, é normalmente executado por todos, participando dele o povo e o grupo de cantores ou o cantor.
Via de regra, cada aclamação é repetida duas vezes, não se excluindo porem, por causa da índole das diversas línguas ou da música e das circunstâncias, um numero maior de repetições ou a intercalação de algum tropo. Se o “Senhor, tende piedade” não for cantado, seja recitado.  

            Primeira grande consequência do estudo destes dois números da Instrução Geral: o ato penitencial não precisa necessária, muito menos obrigatoriamente se identificar com o “Senhor tende piedade”. É muito conveniente, por exemplo, utilizar-se de outras possibilidades celebrativas no momento do ato penitencial sem se prender à exigência da aclamação “Senhor, tende piedade de nós” – que poderá ser rezada ou cantada pela assembleia após a absolvição dada por aquele que preside.
Quais seriam, portanto, as possibilidades deste momento celebrativo? Inúmeras. Citaremos algumas. Partindo das sugestões oficiais contidas no Missal Romano (as 3 primeiras), apresentaremos ainda algumas outras propostas celebrativas:

·                    A fórmula conhecida pelas suas primeiras palavras: “Confessemos os nossos pecados...” seguida da absolvição e do “Senhor tende piedade”;

·                    O diálogo entre o sacerdote que preside e a comunidade:
Pres: Tende compaixão de nós, Senhor.
Todos: Porque somos pecadores.
Pres: Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.
Todos: E dai-nos a vossa salvação.
Seguida da absolvição e do “Senhor, tende piedade”.
 (há uma versão cantada deste diálogo, o que facilitaria a sua execução. Em todo caso, tanta a primeira quanto a segunda sugestão poderão ser projetadas pelo data-show da comunidade, bastando apenas que a equipe de celebração se organize com o padre que preside a missa);

·                    O Rito da benção e aspersão com água. Este rito é próprio para as celebrações dominicais e encontra-se no apêndice do missal romano, pág. 1001. O rito prescreve ainda como possibilidade a mistura do sal na água. Em ambos os casos preveja-se um canto específico referente à aspersão;

·                    No momento da monição inicial do rito penitencial, quando o sacerdote convida os fiéis à penitencia, o mesmo poderá propor um significativo tempo de silêncio e recolhimento como exame de consciência. A postura  corporal poderá ajudar, sobretudo nos tempos penitenciais da Igreja, ficando todos de joelhos e voltados para o crucificado. Conclui-se este rito com o canto do “Senhor, tende piedade”;

·                    Entoar cantos penitenciais que não apresentem o “Senhor tende piedade”, mas que se harmonizem bem com a celebração. Exemplo: o canto “Ó Pai dai-me um puro coração e renova teu Espírito em mim” poderia ser uma proposta para a festa de Pentecostes ou celebração da Crisma por ser um canto curto e eminentemente bíblico, fazendo menção ao Espírito e à conversão. Após o canto e a absolvição dada pelo presidente, o coro pode cantar o “Senhor tende piedade” ou o próprio padre poderá recitá-lo junto com a assembleia, antes do Hino de louvor. 

Quais deverão ser as características melódicas do canto “Senhor tende piedade”? Sobre isso iremos discorrer no próximo mês.  

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